Triplica o número de sem-terra em fazendas de Jader

Aumentou de 500 para 1.500 o número de sem-terra e suas famílias que ocupam desde terça-feira as fazendas Chão Preto e Chão de Estrelas, em Aurora do Pará, pertencentes ao presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). As barracas de lona começaram a ser montadas nos fundos da Chão de Estrelas, onde parte da cerca foi derrubada.O secretário de Defesa Social do Pará, Paulo Sette Câmara, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mauro Calandrine, estavam reunidos a porta fechadas no final da tarde no comando da PM para traçar o esquema de desocupação das fazendas de Jader.O coronel Calandrine disse à Agência Estado que a retirada dos invasores deve ser feita durante o dia, mas isso só ocorrerá depois que a PM receber uma ordem judicial de reintegração de posse.Cerca de 50 homens do batalhão da Polícia Militar de Paragominas estiveram hoje tentando convencer os trabalhadores rurais, ligados ao MST, a deixarem as propriedades do senador. Os militares foram embora sem sucesso."A nossa intenção é ver tudo isso aqui desapropriado, porque enquanto o Jader está rico e cheio de terras, os trabalhadores do campo estão cada vez mais pobres e sem um palmo de chão para plantar e viver", disse o líder do MST, Raimundo Nonato Coelho de Souza.Hoje, o advogado Edílson Dantas ingressou na Justiça de Paragominas com uma liminar de manutenção de posse, alegando que as fazendas estão regularizadas nos cartórios da região, além de possuírem laudos do Incra, atestando que nas áreas há criação de gado e benfeitorias.Dantas também pediu a prisão dos líderes do MST por descumprimento do interdito proibitório - documento concedido desde o dia 14 de abril pela Justiça estabelecendo multa e prisão para eventuais invasores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.