Trio do primeiro caso Renan pode relatar novo processo

Quintanilha vai convidar Marisa Serrano, Renato Casagrande e Almeida Lima para investigar denúncia de rádios

21 de agosto de 2007 | 17h03

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), informou hoje (21) que vai convidar os senadores Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE) para serem os relatores da terceira representação contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que investiga o uso de laranjas por parte de Renan na compra de veículos de comunicação em Alagoas, em parceria com o usineiro João Lyra. Veja também:  Cronologia do caso Renan    Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Veja especial sobre o caso Renan Para relator, novos extratos de Renan não mudam períciaViana envia a Tarso Genro novos documentos de Renan  Atualmente, os três senadores relatam outro processo contra Renan, o que investiga a acusação de que o presidente do Senado teria recebido dinheiro de uma empreiteira para pagar despesas pessoais. "Vou reiterar o convite aos outros relatores", informou Quintanilha. Renato Casagrande disse que, se convidado, não irá aceitar. "O conselho tem 15 senadores. Deixa isso para outros", afirmou.   Perícia do primeiro caso Nesta terça, o resultado da perícia nos documentos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que a Polícia Federal entrega ao Conselho de Ética do Senado mostra que o senador tinha renda para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso - com quem tem uma filha fora do casamento - mas não prova que todo o dinheiro saiu do seu bolso. Laudo deve revelar ainda inconsistências na evolução patrimonial de Renan e fragilidade nas notas e recibos, muitos emitidos por empresas inidôneas.  Os peritos do INC constataram ainda, na análise dos documentos, que a fortuna acumulada por Renan nos últimos anos não tem amparo nas suas rendas de parlamentar e pecuarista. A movimentação bancária dele no período de 2002 a 2006 está acima da renda declarada e o montante a descoberto não tem origem justificada. Os recibos e notas fiscais apresentados como defesa também não são suficientes para comprovar que Renan faturou R$ 1,9 milhão com a venda de gado no período.Neste primeiro processo, Renan responde a processo por quebra de decoro, sob a acusação de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Com a papelada, Renan buscou provar que faturou R$ 1,9 milhão em quatro anos com venda de gado e tinha renda para pagar a pensão, não precisando de ajuda de Gontijo. Se for condenado, Renan pode ser cassado e ter os direitos políticos suspensos.

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