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Tributarista cotado para vaga no Supremo se reúne com Dilma

Palácio do Planalto negou, oficialmente, que presidente já tenha tomado uma decisão sobre o assunto

Vera Rosa e Felipe Recondo , O Estado de S. Paulo - Texto atualizado às 21h30

05 de abril de 2013 | 17h26

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff reuniu-se, na noite de quinta-feira, 4, com o advogado tributarista Heleno Torres, no Palácio do Planalto, para discutir a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com outros candidatos, integrantes do STF e do governo, a aposta é que Torres deverá substituir o ministro Carlos Ayres Britto, que deixou a Corte em novembro do ano passado.

Torres confirmou ao Estado que se reuniu com a presidente, mas disse não ter recebido o convite. "Fiz apenas uma apresentação técnica a ela", afirmou. Ele contou que foi ao gabinete porque a presidente queria conhecê-lo, mas afirmou que deixou a reunião sem um convite formal. "Eu juro de joelhos que saí sem um convite feito", disse.

A disputa pela cadeira do STF virou uma novela que se arrasta desde o ano passado. No meio jurídico, há certa pressão para a nomeação de um nordestino como Ayres Britto, que é de Sergipe. Os outros integrantes da Corte são do sul-sudeste.

O "vazamento" do encontro no Planalto, que contou com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, irritou a presidente. Auxiliares da presidente negaram que Dilma já tenha tomado uma decisão sobre o assunto. Cardozo afirmou que a presidente está finalizando o processo de escolha, mas ressalvou que ainda não há convite formal feito.

Até agora, porém, o tributarista foi o único chamado para uma conversa reservada com Dilma. Heleno Torres é professor de Direito Tributário da Universidade de São Paulo (USP). Pernambucano, o advogado tem 46 anos e conta com o apoio do ministro do STF Ricardo Lewandowski, que foi revisor do processo do mensalão, do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), e do advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams.

O advogado disse que a presidente teria dito que ainda ouvirá outros candidatos que ela selecionou. Entretanto, outros dois candidatos que estavam na disputa e tinham o nome lembrado praticamente jogaram a toalha na quinta.

O novo ministro do Supremo herdará a relatoria da ação penal do mensalão tucano, tendo como principal réu o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Se escolhido nos próximos dias, poderá ainda participar do julgamento dos embargos na ação penal do mensalão petista.

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