Tribunal confirma que De Sanctis será ouvido na PF

Desembargadora teria confirmado ter ouvido o juiz relatar conversas reservadas receptadas com grampos ilegais

Agência Brasil,

22 de setembro de 2008 | 19h00

O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, vai ser ouvido pela Polícia Federal na tarde de quinta-feira, 25, na sede da superintendência do órgão na capital paulista. A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal Regional Federal (TRF).   Veja Também: Grampos: Entenda a crise   Há poucos dias, a desembargadora Suzana Camargo, vice-presidente do Tribunal Regional Federal de São Paulo, também foi ouvida pela Polícia Federal, no inquérito que investiga a utilização de grampos ilegais durante a Operação Satiagraha.   De acordo com a revista Veja, a desembargadora teria confirmado em seu depoimento ter ouvido o juiz De Sanctis relatar sobre conversas reservadas interceptadas de dentro do gabinete de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).   Durante um depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara dos Deputados, em agosto, o juiz negou ter autorizado fazer escutas telefônicas no gabinete de Gilmar Mendes.   O Tribunal Regional Federal (TRF) confirmou nesta segunda-feira, 22, que o juiz Fausto De Sanctis pode deixar a 6ª Vara Criminal e ser promovido a desembargador do tribunal, o que exigiria que ele deixasse o processo sobre a Operação Satiagraha. Se isso ocorrer, o juiz será a segunda pessoa a deixar o caso: a primeira foi o delegado Protógenes Queiróz, responsável pela deflagração da operação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Todas as pessoas presas durante a operação já foram soltas, beneficiadas com habeas corpus concedidos pelo STF.   De acordo com o TRF, duas vagas estão em aberto com a morte de um desembargador e a aposentadoria de outro e o juiz Fausto De Sanctis poderia concorrer a uma delas por ser o juiz mais antigo e há mais tempo no cargo. Mas para concorrer às vagas, segundo o tribunal, o juiz teria de fazer sua inscrição e ser aprovado em sessão do órgão. O tribunal não soube confirmar se o juiz já teria feito a sua inscrição.   Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Federal não confirma se o juiz Fausto De Sanctis será ouvido esta semana e não deu informações sobre o relato da desembargadora à Polícia Federal. A assessoria do órgão também não informou o nome do delegado responsável pela investigação.

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