Tribunal amplia pena de réus da Mendes Júnior

Três executivos da construtora tiveram punição aumentada por desembargadores da 8.ª Turma do TRF-4, em Porto Alegre, em relação a condenações do juiz Sérgio Moro em processo da Lava Jato

O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2017 | 23h41

Três executivos da construtora Mendes Júnior tiveram a pena aumentada por dois desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, em relação a condenações do juiz Sérgio Moro em processo da Lava Jato.

A maior das penas aumentadas foi para o ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior Sérgio Cunha Mendes, condenado por dois desembargadores a 47 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Moro havia condenado Sérgio a 19 anos e 4 meses de reclusão pelos mesmos crimes.

O desembargador federal do TRF-4 João Pedro Gebran Neto leu seu relatório e votou, aumentando a pena. O desembargador Leandro Paulsen, revisor do processo, também leu o voto, seguindo o relator. O julgamento, que ocorreu nesta quarta-feira, 19, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus.

Se o voto dos dois juízes for mantido, a sentença estará confirmada. Caso o resultado não seja unânime, a defesa dos executivos pode entrar com novo recurso para reverter a pena. A sessão, com o voto de Laus, está marcada para o dia 2 de agosto.

É a 8.ª Turma do TRF-4 que vai analisar a apelação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex.

‘Pena absurda’. Na ação que envolve os executivos da construtora, eles são acusados de crimes de corrupção envolvendo contratos da Petrobrás com a Mendes Júnior. Rogério Cunha de Oliveira, ex-diretor de Óleo e Gás da empresa, teve a pena aumentada de 17 anos e 4 meses para 32 anos e 8 meses. Alberto Vilaça, também ex-diretor da empresa, viu a pena subir de 10 anos para 33 anos e 6 meses.

O advogado da empreiteira, Marcelo Leonardo, criticou a decisão. “Todos tiveram elevação absurda da pena. Mas vamos aguardar o julgamento se completar. Os juízes podem modificar seus votos”, afirmou.

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