Tribunal absolve ex-corregedor da Polícia Federal

Dirceu Bertin foi inocentado de acusação de violação de sigilo funcional

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo,

12 de setembro de 2011 | 20h16

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) absolveu o delegado Dirceu Bertin, ex-corregedor da Polícia Federal em São Paulo, da acusação de violação de sigilo funcional. Alvo da Operação Anaconda, deflagrada pela Polícia Federal em 2003, Bertin havia sido condenado em primeiro grau a 4 anos e 8 meses de prisão por vazamento de dados confidenciais e corrupção passiva. Ele foi inocentado pela 5.ª Turma do TRF3.

 

A Anaconda inaugurou uma era de operações espetaculares da PF, no primeiro ano do governo Lula. A investigação mirava suposto esquema de venda de sentenças judiciais. O principal acusado foi o juiz João Carlos da Rocha Mattos, que acabou expulso da magistratura. Dirceu Bertin foi absolvido da acusação de quadrilha, mas desdobramentos do caso o levaram de novo ao banco dos réus. Há quase 25 anos na PF, Bertin agora pensa na aposentadoria. “Minha carreira acabou em 2003”, desabafa.

 

A votação a favor do delegado foi unânime no Tribunal Regional Federal em São Paulo. Os três magistrados – Ramza Tartuce, Louise Filgueiras e Antonio Cedenho – acolheram os argumentos do criminalista Leônidas Scholz, defensor do ex-corregedor da Polícia Federal. Os juízes decretaram extinção da punibilidade em dois crimes, prevaricação e corrupção, e absolveram Bertin da denúncia por violação de sigilo funcional. "Nunca houve vazamento de dados", assinala o delegado.

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