Tribos indígenas do País vão discutir ervas medicinais

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) vai liderar a partir da terça-feira, dia 4, em São Luís, no Maranhão, um debate diferenciado no País: o da proteção da sabedoria indigena na exploração de recursos genéticos. O debate irá até o dia 6, com a presença de 20 tribos. O INPI quer assegurar aos indigenas a criação de regras que assegurem seus direitos nos resultados de pesquisas a partir de plantas e microorganismos das florestas tropicais.No encontro de São Luís, representantes de tribos de todo o país, como Terena, Yanomami, Guarany, Xavante e Pataxó deverão, em conjunto com técnicos do INPI, iniciarão a criação de um inédito banco de dados sobre processos e produtos utilizados índios. O objetivo principal é o da elaboração de um grande volume de informações a respeito de plantas e outros organismos de florestas, principalmente aqueles que possuem poderes medicinais. As propostas a serem analisadas em São Luís, feitas pelos índios brasileiros serão levadas no dia 10 de dezembro à reunião do Comitê Especial da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em Genebra, na Suíça.Este encontro da OMPI vai determinar regras internacionais de proteção à biodiversidade e conhecimentos tradicionais, como os dos indios brasileiros. O que se deseja, explicou um técnico do INPI, é que o índio receba uma participação em patentes que ele influiu significativamente, em produtos obtidos a partir de recursos naturais.

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