TRF manda solta líder dos arrozeiros na Raposa Serra do Sol

Quartiero e mais sete são acusados de envolvimento no confronto que deixou dez índios feridos na reserva

Loide Gomes - especial para O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2008 | 19h50

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, libertou nesta quarta-feira, 14, o líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, seu filho Renato Quartiero e os seis funcionários da Fazenda Depósito, que estavam presos desde o dia 06, acusados de disparar tiros contra dez indígenas na terra indígena  Raposa Serra do Sol.   Veja também: STF nega pedido de apreensão de armas na Raposa Serra do Sol Derrota no STF pode causar mais violência em Roraima, diz líder indígena Lula desautoriza militares contrários à Raposa Serra do Sol Decreto de Lula deve ampliar presença militar em área indígena Fórum: na sua opinião, qual é a solução para o conflito   Saiba onde fica a reserva e entenda o conflito na região  Galeria de fotos da Raposa Serra do Sol   O colegiado do Tribunal acompanhou por unanimidade o voto da desembargadora Assuzete Magalhães, acatando o pedido de relaxamento das prisões. Também foi negado o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público Federal contra mais nove pessoas, cujos nomes não foram divulgados, pois o processo corre em segredo de justiça.   "Estamos muito felizes. Esta era uma decisão já esperada, porque meu pai é trabalhador, não é bandido. Estamos esperando a saída dele contentíssimos com a decisão, que afinal foi unânime e não esperávamos coisa diferente porque a prisão foi um absurdo", disse Larissa Quartiero, enquanto aguardava a liberação do pai em frente à carceragem da Polícia Federal em Brasília.   Quartiero deverá permanecer pelo menos um dia em Brasília, antes de voltar para Roraima. Ele vai se reunir com seus advogados para decidir como reverter a multa de R$ 30,6 milhões aplicada na semana passada pelo Ibama.   Sobre a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o delegado Executivo da Polícia Federal em Roraima, Ivan Herrero, disse que a organização acata todas as deliberações da Justiça e não tem o que se manifestar nem contra nem a favor. "Fizemos a nossa parte e a justiça a dela. A justiça determinou e nós cumprimos a lei", disse.   Já o coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Sousa, disse que o foco da organização são as ações que correm no Supremo Tribunal Federal (STF) e não a prisão ou soltura de Quartiero. "O CIR acompanha a questão no Supremo. Quanto ao Quartiero, que ele responda às acusações que pesam contra ele, como possível autor dos disparos contra os indígenas", disse o coordenador.

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