Três ministros deixam o cargo. Paulo Bernardo fica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está recebendo nesta quinta-feira os ministros que vão deixar o cargo para disputar a eleição deste ano. O prazo de desincompatibilização dos cargos no Executivo para se encerra nesta sexta-feira. Os ministros Jaques Wagner (Relações Institucionais) e Ciro Gomes (Integração Nacional) foram os primeiros a pedir ao presidente o afastamento do governo para disputar as eleições de outubro. Segundo assessores do Palácio do Planalto, Lula pediu tempo a Wagner, que pretende concorrer ao governo da Bahia, para anunciar oficialmente a saída dele do cargo. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, foi o terceiro a manifestar. Ele vai disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul. Para o lugar dele será nomeado o atual secretário-executivo do Ministério, Guilherme Cassel. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, decidiu permanecer no governo. Ele pretendia disputar a Câmara, pelo Paraná, mas atendeu pedido do presidente para permanecer no cargo. No encontro com ministros nesta quinta-feira, Lula disse que Paulo Bernardo teria boas chances de ser eleito, mas que gostaria de mantê-lo no quadro de ministros, para dar seqüencia ao trabalho que vem sendo desenvolvido na pasta. A permanência de Paulo Bernardo no Ministério do Planejamento é uma sinalização do governo de que vai manter a política econômica.Segundo o ministro, o excesso de gastos identificado no início do ano já estava previsto, porque no final do ano passado o governo decidiu antecipar pagamentos, por causa do ano eleitoral. Mas ao longo do ano, segundo Paulo Bernardo, o governo vai cumprir a meta de superávit primário de 4,25%.

Agencia Estado,

30 de março de 2006 | 15h47

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