Três ministros de FHC autorizam abrir sigilo dos seus cartões

Arthur Virgílio e Raul Jungmann também fizeram requerimento para quebra de sigilo de gastos de Lula

Agência Brasil,

27 de março de 2008 | 14h43

Três ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso entregaram nesta quinta-feira, 27, no Palácio do Planalto, um requerimento para que sejam tornados públicos seus gastos com cartões corporativos e contas do tipo B durante o período em que exerceram o cargo. Os pedidos se referem aos gastos do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que durante o governo FHC foi ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que foi ministro do Desenvolvimento Agrário, e de Paulo Renato, ex-ministro da Educação.   Veja também:   Um dia após troca de farpas, Lula não fala de CPI e sucessão ENQUETE: A CPI dos Cartões deve quebrar sigilo de Lula e FHC?  Entenda a crise dos cartões corporativos   FHC cobra dados de cartão de Lula, que reage e diz que fará sucessor   Em sessão marcada por bate-boca, CPI rejeita convocação de Dilma PSDB pede apuração de vazamento sobre dossiê   Arthur Virgílio e Jungmann, que estiveram no Planalto, fizeram ainda um requerimento para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também torne público os gastos de sua gestão. O líder do PSDB afirmou ter ouvido do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que os dados não sigilosos serão enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos.   "Vamos então questionar o que é sigiloso e o que não é. Restringir ao máximo o que vem a ser permanentemente sigiloso para abrir ao máximo a quem paga imposto a aplicação do dinheiro". Artur Virgílio disse esperar que Lula acabe com a articulação de ter "tropa de choque em CPMI para não investigar coisa alguma" e também abra seus gastos.   O deputado Raul Jungmann afirmou que "se os gastos são públicos, o conhecimento não pode ser privado, nem sigiloso" e que a solicitação de dados dos ex-ministros quer evitar que "fique aquela possibilidade horrenda que é a da chantagem".   Sobre o vazamento de informações de um suposto dossiê sobre os gastos da gestão de Fernando Henrique Cardoso, Arthur Virgílio afirmou ter ouvido da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves, que as investigações serão sérias e duras.   "Espero mesmo que [as investigações] sejam sérias e duras e limitadas a subalternos, porque seria muito grave se fossem estendidas a figuras da administração superior desse Palácio", disse o senador.   Os parlamentares, que inicialmente entregariam o requerimento no protocolo do Palácio do Planalto, foram recebidos por Gilberto Carvalho e afirmaram ter entendido que não haverá problema em obter os dados sobre seus gastos.

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