Trechos do relatório

"Há fortes suspeitas no sentido de que a ONG tenha como finalidade real a lavagem de dinheiro proveniente de delitos de natureza variada, praticados por quadrilha que ocupa cargos de chefia na Força Sindical de São Paulo""Fato curioso é o depósito em dinheiro, não identificado, de quantias seqüenciais de nove mil reais, em algumas épocas, diariamente""No dia 1º de abril de 2008, João Pedro de Moura efetuou depósito de R$ 37,5 mil na conta bancária da ONG Meu Guri. O dinheiro é proveniente de parcelas desviadas do BNDES, referentes à parte de João Pedro, segundo as planilhas da quadrilha""Elza de Fátima, por meio de engenhosa explicação, buscou justificar o depósito. Segundo ela, no ano de 2004, João Pedro fez uma doação de um apartamento à ONG. Pelo documento, João Pedro outorgou uma procuração para que a ONG pudesse vender o apartamento e ficar com o dinheiro da venda" Como se não causasse espanto o ato benevolente de João Pedro em doar um apartamento que na escritura valia R$ 100 mil, ao passo em que está sendo processado por desvio de dinheiro público, ele teria planejado retomar o imóvel neste ano de 2008, para morar nele""Combatida a versão da investigada, e comprovada a utilização da ONG no recebimento de dinheiro ilícito, a presidente Elza de Fátima Costa Pereira foi indiciada por lavagem de dinheiro"

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