TRE suspende eleição indireta para prefeito em Campinas

Tribunal alega que definição da data para escolher 'mandato-tampão' é do TRE, não dos vereadores; Câmara havia marcado

Tatiana Fávaro, correspondente em Campinas

03 de fevereiro de 2012 | 12h31

Atualizado às 14h22

CAMPINAS - O juiz Flávio Yarshell, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) suspendeu, nessa quinta-feira, 2, a eleição indireta em Campinas para escolher o prefeito do chamado "mandato-tampão", cuja duração seria até o fim deste ano.

A eleição estava marcada para 22 de março, de acordo com regras definidas pela Câmara Municipal. Em seu despacho, porém, o juiz considerou que cabe ao TRE definir o processo. A cidade teve dois prefeitos cassados em 2011.

A Procuradoria da Câmara informou que o Legislativo acatou a decisão e vai aguardar novas decisões do TRE. A Presidência da Câmara cancelou a reunião com os presidentes de partidos marcada para esta sexta-feira, 3, na qual seriam explicadas as regras da eleição.

A eleição indireta seria realizada porque prefeito e vice-prefeito deixaram de ocupar seus cargos, configurando a dupla vacância, situação que permite esse tipo de processo eleitoral. O juiz ainda não definiu nova data nem se a eleição será direta ou indireta, conforme havia sido definida pelo juiz da 33ª Zona Eleitoral, Nelson Bernardes. O despacho de Yarshell foi uma resposta ao requerimento do vereador Josias Lech, do PT, partido do prefeito cassado Demétrio Vilagra. Lech pediu ao tribunal avaliação sobre a possibilidade de o município realizar eleições diretas.

Casssações. Em agosto, a Câmara aprovou o impeachment do então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Seu vice, Demétrio Vilagra (PT), assumiu o cargo apesar de ser acusado judicialmente de envolvimento em suposto esquema de corrupção na administração do pedetista. Em dezembro, Vilagra também foi cassado pelo Legislativo. O presidente da Câmara, Pedro Serafim Júnior (PDT), assumiu o cargo.

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