TRE-RJ mantém Rosinha na prefeitura de Campos

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) concedeu liminar e manteve no cargo a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), que foi governadora do Rio entre 2003 e 2006. A decisão do desembargador Sérgio Schwaitzer é válida por 30 dias e suspende a inelegibilidade imposta ao deputado federal Anthony Garotinho, também ex-governador (1999/2003) e marido de Rosinha. Os dois haviam sido condenados pela juíza da 100ª Zona Eleitoral, Gracia Cristina Moreira do Rosário, por abuso de poder econômico nas eleições de 2008.

ANA KATIA PUCU COSTA, Agência Estado

30 de setembro de 2011 | 19h53

O anúncio da liminar que manteve Rosinha no cargo foi precedido de manifestações na Prefeitura e por briga entre vereadores na Câmara Municipal. A Justiça Eleitoral havia determinado para hoje a posse do presidente do legislativo local, Nelson Nahim (PR), que é irmão de Garotinho, na vaga de Rosinha. Durante a sessão, vereadores de oposição e da base de apoio da então prefeita afastada provocaram tumulto e chegaram a trocar socos no plenário.

"Vamos resistir dentro da lei. Já denunciei hoje no Plenário da Câmara em Brasília os detalhes sórdidos desta armação que visa atingir a mim e a Rosinha. Vamos aguardar", disse Garotinho, hoje de manhã. Ele atribuiu seus problemas com a Justiça Eleitoral a uma suposta "armação tramada" pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), seu ex-aliado político e atual adversário.

Apesar da vitória parcial, o imbróglio jurídico-eleitoral que envolve o casal Garotinho ainda deve se arrastar até os tribunais superiores e tornará ainda mais complicado o projeto do ex-governador de retomar sua relevância política. Terceiro colocado na disputa presidencial de 2002, quando obteve 15 milhões de votos, Garotinho viu minguar seu peso político nos últimos anos.

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