TRE-PR libera imagens de Dilma na campanha de Ducci

As imagens da presidente Dilma Roussef (PT) que estavam sendo veiculadas na propaganda eleitoral do prefeito de Curitiba (PR), Luciano Ducci (PSB), candidato à reeleição e apoiado pelo PSDB, poderão ser retomadas em seu programa eleitoral. O presidente do Tibunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Rogério Kanayama confirmou, no início da noite de segunda -feira (24), em voto de Minerva (4 a 3), a decisão da juíza da 3ªZona Eleitoral de Curitiba, Renata Baganha, que não viu impedimento no uso da imagem da presidente. A tentativa de censura das imagens partiu da coligação que apoia o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que tem o apoio do PT, partido de Dilma Rousseff.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 18h21

No trecho que Ducci usava na campanha, Dilma Rousseff elogia o projeto do metrô curitibano. O elogio foi feito no final do ano passado, em visita à capital paranaense para o anúncio da liberação de R$ 1 bilhão para as obras. ''Eu queria dar os parabéns a Curitiba pela qualidade do projeto. A ministra Miriam Belchior estava fazendo uma avaliação comigo, dizendo que, dentre os projetos apresentados, o projeto aqui do prefeito era um dos melhores. Não vou dizer que era o melhor, porque senão me pegam depois. Era um dos melhores!'', disse na ocasião.

Segundo o desembargador, o tema é difícil, mas os debates políticos devem ser mais liberados. "O Poder Judiciário, embora não seja o caso desta Corte, tem trazido para si muitos detalhes na propaganda eleitoral que podem proporcionar um subjetivismo perigoso e a desestabilização está se intensificando no direito eleitoral", afirmou durante seu voto.

Em nota, a assessoria do candidato afirmou que a mensagem é pública e diz respeito ao projeto do metrô e não ao prefeito.

Na eleição de Curitiba não está prevista visita da presidente à capital. Os candidatos Ratinho Júnior (PSC), além de Ducci (PSB) e Fruet (PDT), integram partidos que compõem a base de apoio no âmbito federal e, segundo a direção do PT em Curitiba, quando houvesse esse tipo de conflito Dilma não entraria no processo.

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