TRE nega recurso e mantém casal Garotinho inelegível

Rosinha e Anthony teriam prometido asfaltar ruas em troca de apoio político para eleição de peemedebista

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

10 de agosto de 2007 | 11h42

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral manteve a inelegibilidade dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho (PMDB). Na última quinta, foram julgados dois recursos impetrados pelos advogados do casal de políticos, ambos rejeitados pelos magistrados.   Também ficou mantida a cassação do deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ) e a perda dos direitos políticos do ex-presidente da Fundação Departamento de Estradas e Rodagem Henrique Alberto dos Santos Ribeiro. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 9 de julho, o TRE determinou as punições. Pelo entendimento dos juízes, Garotinho prometeu asfaltar ruas em Sapucaia, região Centro-Sul do Estado, em troca de apoio político para a eleição de Pudim. A então governadora determinou que as obras fossem realizadas.Os advogados dos políticos levantaram a suspeição do juiz Márcio Mendes Costa, relator do processo. O escritório de advocacia de Costa defende em um processo contra a Petrobrás a prefeitura de Niterói, administrada pelo petista Godofredo Pinto.    Para Garotinho, o juiz deveria ter se declarado impedido, já que o ex-governador é "inimigo ferrenho" do PT. Os magistrados rejeitaram a tese por quatro votos a um. No outro recurso, os advogados consideraram que os magistrados se contradisseram durante a sustentação oral dos votos, na sessão que determinou a cassação. Esse recurso foi negado por unanimidade.

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