TRE-MG mantém suspensão da diplomação de Juvenil Alves

O juiz-auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Rogério Medeiros de Lima, negou nesta segunda-feira uma medida cautelar protocolada pela defesa de Juvenil Alves e manteve a liminar que suspendeu a diplomação do deputado eleito pelo PT. A tutela antecipada foi deferida pelo próprio juiz na última sexta-feira, em representação oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou prática de caixa dois na campanha de Alves. "Não vislumbro a iminência de dano de difícil ou incerta reparação ao requerente. Ao contrário, sua diplomação, ao lhe assegurar a controvertida imunidade parlamentar, poderá acarretar grave dano à sociedade, porque os cidadãos brasileiros, sobretudo os mineiros, aguardam a apuração e eventual punição de atos ilícitos atribuídos ao requerente", disse o Lima ao negar a medida cautelar. O juiz também observou que a representação do MPE está baseada em "farta documentação". A advogada do deputado entrou também com agravo de instrumento questionando a suspensão da diplomação do deputado eleito. De acordo com o TRE, a medida, com pedido de efeito suspensivo, será analisada pelo relator do processo de prestação de contas de campanha de Alves, juiz Sílvio Abreu Júnior. Suspeito de ser o mentor e executor de esquema de "blindagem patrimonial" de empresas que teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 1 bilhão aos cofres públicos, o deputado eleito está preso na sede da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte.

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