TRE julga pedido que contesta candidatura de Arruda

Integrantes do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) se reúnem no início da noite desta terça-feira para julgar o pedido de impugnação feito pelo Ministério Público Eleitoral contra a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo local.

ERICH DECAT, Estadão Conteúdo

12 de agosto de 2014 | 18h13

Na sessão de hoje pode haver pedido de vista por parte de um dos sete desembargadores, o que adiaria a decisão. Caso o pedido não ocorra, se Arruda tiver a candidatura impugnada pela maioria do desembargadores, ele pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em última instância, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa mesma lógica vale para o Ministério Público Eleitoral, autor do pedido de impugnação, caso os desembargadores entendam que Arruda poderá disputar a próxima eleição.

Em alegações finais encaminhadas no início do mês ao TRE-DF, o MP rebateu os argumentos da defesa do ex-governador de que ele não poderia ser retirado da disputa com base na Lei da Ficha Limpa. No último dia 9 de julho, o candidato do PR foi condenado em decisão colegiada do Tribunal de Justiça da capital (TJDFT) por envolvimento no escândalo do DEM, seu antigo partido. Em 2010, Arruda se tornou o primeiro governador preso no exercício do cargo no País. Ele foi detido por suspeita de tentativa de suborno de uma testemunha do esquema de corrupção em Brasília.

Autor do pedido de impugnação, o procurador regional Eleitoral do DF, Elton Ghersel, disse que as condenações por ato de improbidade administrativa e por enriquecimento ilícito sofridas por Arruda são causas de inelegibilidade. Apesar do impasse no Judiciário, a última pesquisa Ibope mostra Arruda na liderança da corrida eleitoral no Distrito Federal. Ele tem 30% das intenções de voto, seguido do atual governador, Agnelo Queiroz (PT), com 16%. O petista está em empate técnico com o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB), que conta com 14% das intenções de votos.

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