TRE defende juiz suspeito de forjar sequestro

A cúpula do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo saiu ontem (18) em defesa do juiz Paulo Hamilton Siqueira Junior, sob suspeita de ter inventado o próprio sequestro. Em sessão plenária, os magistrados do TRE fizeram moção de desagravo do juiz, que integra a corte eleitoral paulista.

FAUSTO MACEDO, Agência Estado

19 Junho 2013 | 09h17

"Não tenho a menor dúvida quanto à conduta do Paulo Hamilton e o currículo dele serve para indicar quem ele é e como age", afirmou o desembargador Mathias Coltro, vice-presidente e corregedor regional eleitoral.

O segundo mandato de Hamilton no TRE, como juiz substituto pela classe jurista - reservada a advogados - termina amanhã (20). Seu nome faz parte de lista tríplice enviada pelo Tribunal Superior Eleitoral à presidente Dilma Rousseff para ocupar cadeira, agora como efetivo, do TRE de São Paulo.

A suspeita sobre Hamilton consta de relatório da Polícia Federal. O juiz alegou ter sido alvo de sequestro na noite de 5 de setembro de 2012. Disse que dois homens o obrigaram a postar envelopes em caixa dos Correios na Rua Haddock Lobo. A correspondência, com ameaças, chegou para o próprio Hamilton e uma colega do TRE, Clarissa Bernardo. A PF afirma que não houve sequestro.

A Justiça Federal decidiu enviar os autos ao Superior Tribunal de Justiça porque Hamilton é juiz e "deve ser investigado" por suposta comunicação falsa de crime. O Ministério Público quer que o caso permaneça em São Paulo. O juiz Paulo Galízia disse que reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" sobre o caso, ontem (18) publicada, ocorre em "momento inoportuno e sem nenhuma razão, vez que a apuração está em curso". "Algum interesse deve ter levado à publicação nesse momento."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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