TRE cassa diploma de deputado estadual gaúcho por abuso de poder

Gilmar Sossella (PDT) é acusado de coagir servidores e de captação ilícita de recursos para campanha eleitoral

Lucas Azevedo - Especial para O Estado, PORTO ALEGRE

25 Fevereiro 2015 | 10h57

Atualizado às 16h32

O deputado estadual do Rio Grande do Sul Gilmar Sossella (PDT) foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta terça-feira, 24. Ele é acusado de coagir servidores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul - a qual presidiu em 2014 - para a compra de ingressos de um jantar de campanha, no ano passado.

No julgamento, os desembargadores determinaram a cassação do diploma do pedetista e a suspensão dos seus direitos políticos por oito anos.

Segundo o Ministério Público, Sossella cometeu abuso de poder econômico e realizou captação ilícita de recursos para a campanha eleitoral. Conforme as investigações, servidores do gabinete da presidência da Assembleia foram pressionados a repassar parte de seus vencimentos para a campanha do deputado - que acabou se reelegendo para o terceiro mandato com com 57.490 votos. Os repasses teriam de ser feitos por meio da compra de convites no valor de R$ 2,5 mil cada um para um jantar de arrecadação de campanha.

O gabinete também teria utilizado estagiários da Assembleia para apresentar listas com nomes de potenciais eleitores de Sossella.

O deputado tem até 27 de fevereiro para recorrer da decisão e ingressar com um recurso contra a decisão. Enquanto isso, ele permanece no cargo. Caso seu recurso não seja aceito, ele perderá o mandato e ficará inelegível por oito anos.

Procurado, o deputado disse que irá provar sua inocência. "Estamos tranquilos. Vamos fazer a apelação e provar que não houve coação. O convite para o jantar foi oferecido para mais de cem pessoas,e apenas 19 compraram. Não houve coação. Ninguém tem prova disso", afirmou Sossella.

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