Tratamento com Vioxx deve ser interrompido, avisa empresa

O presidente do laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD), José Tadeu Alves, informou hoje que o antiinflamatório Vioxx (rofecoxibe), retirado do mercado mundial esta manhã, não deverá mais ser tomado pelos pacientes que tiverem o medicamento em casa. "Antes de continuar o tratamento, estes pacientes devem entrar em contato com os seus médicos", enfatizou.A retirada do Vioxx deve-se à constatação de efeitos colaterais sobre o sistema cardiovascular, em estudos feitos durante 18 meses. Nestes estudos realizados com 2.600 pessoas, de 40 a 96 anos, em todo o mundo, o Vioxx foi ministrado paralelamente a um placebo. Na terceira avaliação foram constatados 45 casos de efeitos colaterais no sistema cardiovascular, tais como angina, enfarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e eventos periféricos como trombose venosa.Houve cinco mortes no grupo que utilizou o medicamento sem qualquer efeito, e cinco mortes no grupo que utilizava Vioxx. Embora essas mortes não tenham sido causadas efetivamente pelo uso de Vioxx, o comitê do MSD que acompanhava os estudos decidiu por cessá-los.No Brasil, as vendas anuais do medicamento somam US$ 30 milhões, com a comercialização de 6 milhões de caixas por ano. A apresentação do medicamento é única, em comprimidos de 25 miligramas.

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