Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Transição no Rio segue 'normalmente' após prisão, diz equipe de Witzel

Um dia após governador ser levado à carceragem da PM, assessores garantem que 'cronograma está mantido'

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2018 | 14h10

RIO – A equipe do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), informou nesta sexta-feira que os trabalhos da equipe de transição seguem "normalmente" um dia após a prisão do atual governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (MDB). Segundo a assessoria de Witzel, "o cronograma de ações está mantido pelo governo eleito".

"A coordenação de transição do governo eleito esclarece que permanece atuando normalmente na elaboração do plano para o futuro governo, que será apresentado até o fim de dezembro. As equipes designadas pelo governo eleito para este período de transição, sob a coordenação geral de José Luís Cardoso Zamith, seguem em contato com os integrantes das pastas do atual governo, sob a gestão do secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Sérgio Pimentel", comentou, em nota.

Preso na quinta-feira acusado de receber uma mesada de R$ 150 mil e um décimo terceiro da propina durante o período em que era vice-governador do Estado do Rio, Pezão está detido na Unidade Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói. Ele está em uma cela especial por prerrogativa de cargo, mas segundo a PM sua rotina é igual à dos demais presos.

"Todos os detentos são obrigados a utilizar o uniforme da corporação, participam de formaturas diante da bandeira, às sextas-feiras nos horários de 8h, e também antes de ingressar no rancho para as refeições. É exigido ainda corte de cabelo e de barba dentro do padrão militar. A alimentação é fornecida pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)", informou a PM, em nota.

Segundo a Seap, o cardápio de almoço e jantar dos detentos é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. O desjejum tem pão com manteiga e café com leite. O lanche, por sua vez, tem guaraná e pão com manteiga ou bolo.

Ainda segundo a PM, os detentos passam por uma avaliação feita por diversos profissionais - médico, psicólogo, dentista - e recebem atendimento do serviço de assistência religiosa assim que são levados à unidade prisional. Os procedimentos são feitos, em média, no prazo de uma semana.

Apesar de estar em uma cela especial – que não parece, de fato, uma cela, já que não possui nem mesmo grades –, Pezão não tem outro tipo de benefício. "As acomodações (da unidade prisional) são semelhantes aos alojamentos quartéis militares. O uso de eletrodomésticos, como ventilador, por exemplo, segue a norma da Vara de Execuções Penais (VEP). O acesso às áreas externas para banho de sol e atividades esportivas ou laborativas é controlado", informou a PM.

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