Transgênicos não serão exportados por Paranaguá, diz Requião

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender a proibição da comercialização de transgênicos pelo Estado do Paraná levou o governador Roberto Requião (PMDB) a atacar o governo federal. "Vamos continuar lutando e fazendo tudo como se tudo dependesse de nós e esperando tudo como se tudo dependesse do presidente Lula", reagiu Requião. "A responsabilidade por esse absurdo da liberação dos tranagênicos é do governo federal", acentuou em nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias. Segundo Requião, o governo do Estado está cumprindo o papel. O governo já pediu por três vezes ao Ministério da Agricultura que o Estado seja declarado área livre dos transgênicos, mas nas três vezes - a última no início desta semana - o ministério pediu mais informações antes de tomar uma decisão. De acordo com o governador, o objetivo da lei é a proteção da vida e saúde do homem, dos animais e das plantas. Segundo ele, também foram levados em conta os interesses econômicos do Estado e do mercado produtor. "De nossa parte estamos defendendo a nossa economia, a qualidade e a pureza dos produtos paranaenses e a saúde de nossa gente", afirmou.Apesar da decisão do STF, Requião garantiu que a exportação de soja transgênica pelo Porto de Paranaguá continua proibida. "Vamos cumprir a medida provisória do governo federal", disse. "Ela nos garante que o porto não misture soja contaminada com a soja pura. Nós não temos shiploader (equipamento para o embarque nos navios) para exportar transgênicos. Se eles dizem que a lei não vale, vale então a medida provisória. E ela garante que não haja mistura de soja transgênica com o produto puro."

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