Transferir Arruda para penitenciária seria requinte de crueldade, diz advogado

'O quadro de saúde dele é real. Eu não pretendia pedir sua prisão domiciliar', disse Nélio Machado

Agência Brasil

18 de março de 2010 | 16h04

O advogado Nélio Machado, responsável pela defesa do governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, disse nesta quarta-feira, 18, que não há justificativas para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decida pela transferência do seu cliente para o Complexo Penitenciário da Papuda. Segundo ele, essa seria uma atitude com requinte de crueldade. O advogado confirmou que pretende usar a saúde de Arruda como argumento para conseguir a prisão domiciliar dele.

 

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"Não há justificativas (para que Arruda seja encaminhado à Papuda), a não ser que isso faça parte de um saco de maldades com requinte de crueldade", disse. "Não acredito que o procurador-geral da república (Roberto Gurgel) vá fazer isso", completou.

 

Machado destacou que usou a saúde do governador e a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para argumentar que a prisão é desnecessária.

 

"O quadro de saúde dele é real. Eu não pretendia pedir sua prisão domiciliar (sob esse pretexto). Mas depois de tomar conhecimento sobre os seus problemas de saúde julgamos necessário oferecer pedido alternativo ao tribunal, para que ele possa ter sua recuperação em um ambiente mais adequado", afirmou.

 

O advogado disse ainda que teve acesso a exames realizados pelo ex-governador há um ano mostrando que ele não apresentava problema arterial. "Ele agora fará outros exames para definir a extensão das medidas que serão tomadas."

 

Arruda está em repouso no Hospital das Forças Armadas, depois ter sido submetido a um cateterismo no início da manhã. Segundo a Polícia Federal, se não surgirem problemas, ele retornará ainda hoje à superintendência do órgão, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro.

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