Transferência de tecnologia impede parceria com Rússia

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua viagem à Rússia, disse hoje que o fato de os russos não aceitarem transferência de tecnologia dificulta a parceria militar entre os dois países. A Rússia ficou de fora do processo de seleção aberto pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 caças porque não preenchia o principal requisito da escolha, que é a transferência de tecnologia.

TÂNIA MONTEIRO, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

14 Maio 2010 | 17h27

Agora, quando os dois governos começaram a negociar um novo acordo de cooperação que poderia incluir negócios nesta área, os russos ofereceram ao Brasil parceria na construção de um avião de quinta geração, desde que pudessem fornecer à FAB os caças Sukoi. "Sem chance", declarou o ministro Jobim ao ser questionado se havia alguma possibilidade de novas discussões sobre isso. "A desclassificação deles do FX2 foi por causa disso (falta de transferência de tecnologia)", comentou.

Jobim também não estabeleceu prazo para entrega de sua exposição de motivos ao presidente Lula, com a escolha que considera mais adequada à FAB. A preferência é pelo caça francês Rafale, que concorre com o F-18 Super Hornet, da Boeing, e com o Gripen, da sueca Saab. Depois de receber o relatório de Jobim, Lula pretende convocar o Conselho de Defesa para aprovar a escolha brasileira.

Durante visita à Rússia, foi assinado um plano de ação para a agenda bilateral que prevê maior cooperação entre os dois países no setor. Segundo Jobim, no entanto, não há o fechamento de novos negócios.

Lula deixou Moscou no final desta tarde, depois de permanecer menos de 24 horas no país, na sua quarta viagem à Rússia. O presidente seguiu para o Catar e, amanhã à noite já desembarcará em Teerã, no Irã.

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