Transferência de tecnologia determinou escolha, diz Amorim

Equipamentos fundamentais, com turbinas, no entanto, permanecerão com patente norte-americana

Eduardo Rodrigues e Tânia Monteiro , O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2013 | 19h37

Brasília - Um dos fatores que levaram o Brasil a escolher o caça sueco Gripen, da Saab, foi o fato da propriedade intelectual sobre os equipamentos se tornar brasileira após o desenvolvimento da aeronave em parceria com a Embraer, afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim. "Isso não ocorre normalmente. Muitas vezes, se transfere a tecnologia mas as patentes continuam no país de origem", afirmou.

Ele reconheceu que partes importantes do caça são norte-americanas, como a turbina, mas as mais sensíveis do ponto de vista tecnológico não estariam atreladas a patentes dos Estados Unidos. "Temos boa relação com os Estados Unidos, não há nenhum temor de que isso possa impedir transferência de tecnologia", completou.

O ministro Amorim não quis relevar as posições dos outros dois concorrentes a fornecedor dos aviões. Também estavam na disputa os caças Rafale, da francesa Dassault, e as aeronaves Super Hornet F-18, da norte-americana Boeing. "Aqui é igual ao Oscar. Não revelamos o segundo lugar", brincou.

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