Trajetória política de Ramez Tebet

Ramez Tebet foi promotor público, professor universitário, prefeito de Três Lagoas, sua cidade natal, deputado estadual, vice-governador e governador do Mato Grosso do Sul, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), senador pelo MS, ministro de Estado e presidente do Senado.Tebet cumpria seu segundo mandato como senador pelo PMDB. Em 1994 foi eleito senador e, numa legislatura conturbada - na qual senadores pela primeira vez renunciaram a seus mandatos para escapar do risco de cassação -, ganhou projeção nacional ao ser vice-líder do governo e presidir a Comissão de Ética do Senado. Em 2000, foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário.Nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso como ministro da Integração Nacional em junho de 2001, ele ficou no cargo só por três meses. O motivo da breve passagem pelo Executivo foi que teve que assumir a presidência do Senado após a crise que se abateu sobre a Casa por causa da seqüência de renúncias de lideranças importantes.Primeiro, foram Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o então líder do governo, José Roberto Arruda (PSDB-DF), envolvidos na quebra do sigilo do painel eletrônico da casa; depois, Jader Barbalho (PMDB-PA), que corria risco de cassação por causa das denúncias de desvio de verbas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).Foi então, com a principal casa legislativa brasileira acéfala, que um amplo acordo político de emergência resultou na saída de Tebet do ministério para ser eleito presidente do Senado - posição que ocupou até janeiro de 2003. Coube a ele empossar o presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro daquele ano.Maior votaçãoEm 2002, Tebet foi reeleito com a maior votação já obtida por um político de Mato Grosso do Sul: Mais de 730 mil votos. Naquela legislatura, ele esteve envolvido com temas importantes da agenda política nacional, como a reforma tributária, e foi o relator da nova Lei de Falências. Tebet também foi escolhido membro titular das duas comissões mais poderosas do Senado: A de Constituição e Justiça e a de Assuntos Econômicos.Dos quatro filhos de Tebet, a advogada Simone é a única que entrou na política. Eleita deputada estadual em 2002, em 2004 ela deixou a Assembléia para disputar - e ganhar - a prefeitura de Três Lagoas, que nos anos 70 foi administrada pelo pai.Nas últimas eleições, mesmo fragilizado pela doença, Tebet fazia planos de engajar-se na campanha do peemedebista André Puccinelli, que venceu as eleições para governador no Mato Grosso do Sul. Mas mostrava-se desanimado com o cenário nacional."Não preciso fazer nenhuma afirmativa para mostrar que estamos diante de uma escalada imoral, antiética, jamais vista na República. Houvesse já nessa eleição o voto distrital misto, os candidatos teriam mais facilidades para se fazer conhecer com essas restrições", respondeu ao ser questionado pelo Estado se 2007 seria diferente.Ainda assim, deixava transparecer algum sinal de esperança. "Acho que o exercício da cidadania no Brasil melhorou muito. O povo se mostra descrente, mas pensa em política e está desejoso de acertar."

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