Trabalho explica crescimento, diz dono da SBS

José Vicente admitiu conhecer ligação da empresa com amigo de ministro Antonio Palocci, mas negou influência no crescimento das vendas

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2011 | 17h48

BRASÍLIA - O dono da SBS Special Book Services, José Vicente, admitiu saber das ligações de Celso dos Santos da Fonseca com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), mas negou qualquer influência no crescimento de vendas dentro do governo desde 2008. "Ele é amigo do Palocci há mais de 30 anos", disse.

 

"O crescimento é consequência do trabalho da SBS desde 2007, com investimentos na nossa rede de varejo em todo o País. Para viabilizar o nosso investimento decidimos ampliar as vendas dos livros de idiomas, onde somos líderes de mercado, e também passamos a atuar na área de livros universitários e de pesquisa, nacionais e importados", disse Vicente. "O Celso não ajudou porque as licitações são pelo computador pelo melhor preço. Parte das compras desse setor ocorre através de pregões eletrônicos do governo federal para suprir as bibliotecas das universidades federais brasileiras, sendo que a maioria das vendas que realizamos acontecem no canal de distribuição (vendas para outras livrarias) e através da nossa rede de livrarias."

 

Antes de ir para o Finep, trabalhar na SBS e administrar a empresa Projeto, Fonseca foi diretor no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no primeiro governo Lula, quando Glauco Arbix presidia o órgão. Ambos estudaram juntos nos anos 70. Formado em Filosofia na USP, Fonseca foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Segundo o dono da SBS, ele foi contratado em 2008 pela experiência na área de livros relacionados à área de ciência e tecnologia.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.