Trabalho escravo no Pará revolta presidente do TST

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, pediu a implantação imediata do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, após tomar conhecimento, na edição desta terça-feira do Estado, da descoberta de 70 trabalhadores mantidos em regime de semi-escravidão em área de reforma agrária no sudoeste do Pará."É um absurdo", indignou-se o ministro. Os trabalhadores foram localizados por agentes da Polícia Federal e fiscais do Ministério do Trabalho na Gleba Pacoval, um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região de Curuá-Una, em Santarém.O homem acusado de manter os peões em condições subumanas no meio da mata, Juscelino dos Santos Lima, foi preso, mas logo em seguida libertado por decisão judicial para responder ao processo em liberdade. Para o ministro do TST, o fato mostra o "braço longo da prática do trabalho escravo".

Agencia Estado,

22 de abril de 2003 | 18h01

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