Trabalho escravo avança na citricultura em São Paulo, diz MP

Associação Brasileira dos Citricultores estima que 50 mil pessoas trabalham na colheita de laranja no Estado

AE, Agência Estado

26 Outubro 2009 | 11h33

Ainda não há números oficiais, mas o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que o trabalho escravo na citricultura é um problema crescente em São Paulo. O setor sucroalcooleiro, que era o principal foco da atuação dos grupos de fiscalização, deixou de ser a maior preocupação nos últimos anos. "O trabalho escravo nas plantações de laranja sempre foi um problema no Estado. É uma preocupação constante nas nossas fiscalizações", afirmou o coordenador nacional de erradicação do trabalho escravo do MPT, Sebastião Vieira Caixeta.    

 

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O grupo de fiscalização rural da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, por exemplo, decidiu focar suas operações nas plantações de laranja nesse semestre. Para o ministério, a precarização na citricultura decorre da queda do preço no produto. O Estado paulista responde por 80% da produção de laranja no País. Em 2007, dos 18,6 milhões de toneladas produzidas, 14,9 milhões foram em propriedades de São Paulo.

 

Nos últimos anos, as ações de combate no campo no Estado foram focadas nas plantações de cana-de-açúcar. Com isso, muitas empresas tiveram de assinar termos de compromisso com o Ministério Público, nos quais se comprometeram a fornecer condições mínimas aos cortadores, como equipamentos de proteção, água potável e intervalos de descanso.

 

A Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) estima que 50 mil pessoas trabalham na colheita de laranja no Estado. Para a entidade, dois fatores contribuem para os casos em que os direitos dos trabalhadores sejam negados: o baixo preço do produto e a pressa da indústria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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