Trabalho: assessor foragido da Justiça atuava em esquema

Considerado foragido da Justiça, o assessor parlamentar Marcos Vinícius da Silva, o Marquinhos, é apontado como operador de dois esquemas desbaratados pela Polícia Federal nos últimos três meses. Ate julho, ele estava lotado no gabinete do deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG), que o exonerou depois de as irregularidades virem à tona.

FÁBIO FABRINI E ANDREZA MATAIS, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 00h25

Deflagrada nesta segunda-feira, 09, pela PF, a Operação Esopo aponta o envolvimento do assessor no desvio de recursos do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Segundo o inquérito, ele atuava junto a prefeituras do Norte de Minas para liberar pagamentos ao Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), que estaria no centro das fraudes. Há indícios de que prefeitos recebiam propina para escolher a entidade e fazer os repasses.

Ademir Camilo disse ao Estado que, se cometeu irregularidades, o assessor atuou de forma "autônoma". Marquinhos foi exonerado do gabinete do deputado em 3 de julho, um dia após a PF deflagrar a Operação Violência Invisível, que desbaratou esquema de falsificação de precatórios judiciais federais e venda desses títulos podres a prefeituras. Segundo os investigadores, o assessor era o responsável por contatar agentes políticos envolvidos, que recebiam suborno.

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