Trabalhadores rurais denunciam violência do MST

Dirigentes da Federação dos Trabalhadores em Agricultura em Minas (Fetaemg) denunciaram hoje que 12 famílias de pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arinos, a 700 quilômetros de Belo Horizonte, no noroeste do Estado, estão sendo mantidas como reféns por integrantes do MST. Segundo o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz das Silva, cerca de 400 membros do MST teriam invadido um acampamento da fazenda Capa, ocupado desde o ano passado pelos trabalhadores cadastrados pelo Sindicato.Com os rostos tampados por capuzes e portando armas de fogo, o grupo teria agredido e até algemado trabalhadores, expulsando dezenas de famílias e impedindo algumas de deixar o local, como garantia de que não haveria um confronto. "Já solicitamos audiência com o presidente nacional do Incra, Orlando Muniz, e com o comando da Polícia Militar de Minas para ver o que pode ser feito", disse Silva. "Também vamos encaminhar a denúncia ao Ministério Público, porque o que o MST tem direito de submeter trabalhadores a esta situação", acrescentou.A fazenda onde teria havido a ação dos integrantes do MST pertence ao Incra e foi ocupada por trabalhadores rurais ligados ao MST e ao Sindicato Rural de Arinos no início do ano passado. São quatro mil hectares, onde vivem aproximadamente 200 famílias.

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