Tourinho diz que vai para iniciativa privada

O ex-ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afastado na esteira das críticas que o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), seu padrinho político, vem fazendo ao governo, afirmou que vai dedicar-se à iniciativa privada e não pretende voltar a ocupar cargo público. Tourinho é suplente do senador Paulo Souto (PFL). Neste ano, segundo informou o ex-ministro à Agência Estado, o programa das termelétricas, lançado no ano passado em uma grande cerimônia no Palácio do Planalto, deverá permitir um acréscimo de aproximadamente 3.000 MW de energia nova para o País. Começarão a funcionar 15 usinas térmicas, espalhadas por vários Estados, com gás fornecido pela Petrobrás. Em 10 destas usinas, a estatal também garantirá a compra de energia, o que viabilizou o financiamento dos projetos. "O governo teve que intervir no mercado", disse Tourinho. "A legislação atual, que precisa ser alterada, não garante que as distribuidoras sejam responsáveis pela geração de energia", afirmou.Segundo uma autoridade ligada ao gabinete do ministro de Minas e Energia, há urgência em viabilizar os empreendimentos. Como se trata apenas de energia gerada a gás, o governo espera deixar de depender exclusivamente do regime de chuvas para aumentar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

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