Tosto pede que STF presida ação sobre operação da PF

Ex membro do Conselho do BNDES, Tosto chegou a ser preso em abril por suposto esquema de propina

ELVIS PEREIRA, Agencia Estado

09 de maio de 2008 | 17h26

O advogado Ricardo Tosto entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual pede, liminarmente, a suspensão da ação penal instaurada na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo a partir da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal (PF), e, no mérito, que o STF passe a presidi-la. Antigo membro do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tosto chegou a ser preso em abril sob acusação de participar de um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de financiamentos do banco. Segundo o STF, Tosto alega que a competência do Supremo foi usurpada, pois houve a citação dos nomes dos deputados federais Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Roberto Santiago (PV-SP) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) nos grampos da PF. Ele cita ainda a menção no caso dos prefeitos de Praia Grande, Alberto Mourão, e do Guarujá, Farid Madi, cujo foro é o Tribunal Regional Federal (TRF). Portanto, para o advogado, a Justiça Federal de 1º grau não teria competência para desmembrar o inquérito, podendo receber denúncia apenas contra os investigados sem direito a foro privilegiado. A relatora do caso no STF será a ministra Ellen Gracie.

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