Tortura Nunca Mais critica ação do governo no Araguaia

Integrantes do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e familiares de militantes mortos na Guerrilha do Araguaia (1972-1975) acusaram ontem o governo brasileiro de ?continuar a violar convenções internacionais? por, segundo eles, não agir concretamente para recuperar as ossadas dos desaparecidos no confronto. Eles criticaram o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pela montagem do que chamaram de ?operação de guerra? no Norte do País, onde guerrilheiros do PC do B e militares se enfrentaram durante os três anos de conflito. A movimentação, avaliam, assustará a população local, detentora de informações importantes sobre a localização das ossadas. Também pediram que sejam chamados a prestar depoimento militares que participaram da repressão aos guerrilheiros.

AE, Agencia Estado

16 de julho de 2009 | 09h06

Os familiares e o Grupo Tortura Nunca Mais afirmaram que o governo só está agindo agora por ter sido condenado na Justiça brasileira e estar sendo processado na Corte Interamericana de Direitos Humanos para que localize os restos mortais dos guerrilheiros. A presidente do Grupo Tortura Nunca Mais no Rio, Cecília Coimbra, criticou a política de reparação financeira aos anistiados. ?A reparação econômica é muito importante, mas é o fim de um processo.? Victoria Grabois, que perdeu o pai, o irmão e o primeiro marido no confronto, também criticou. ?O governo deu o dinheiro para ver se calamos a boca. Não queremos dinheiro. Queremos a verdade.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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