Tomate cai para preço 'aceitável' em até 40 dias, diz ministro

Titular da Agricultura, Antônio Andrade, afirma que estiagem deve baixar valor de alimentos; nessa segunda, Dilma afirmou que inflação está 'sob controle'

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

16 Abril 2013 | 10h16

Belo Horizonte - O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, afirmou nesta terça-feira que o preço do tomate deve cair em um período de 30 a 40 dias. Ele culpou a supersafra da fruta no ano passado e a chuva dos últimos dois meses pela alta da inflação do produto e disse que a estiagem prevista para a segunda quinzena de abril deve fazer o preço dos alimentos "cair para um patamar aceitável pela população".

 

A alta do tomate protagoniza uma série de críticas feitas à presidente Dilma Rousseff sobre a condução da economia. Nessa segunda-feira, 15, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva asseguraram que a inflação está "sob controle", durante evento do PT em Minhas Gerais. "Dilma não deixará que um tomatezinho venha a quebrar a força da economia", afirmou Lula.

 

Antes de participar de evento com a presidente Dilma em Minas Gerais, Andrade pediu "paciência". "Dentro de uns 30, 40 dias o preço do tomate cai na normalidade."

 

O ministro disse que no ano passado houve uma supersafra do fruto, o que fez com que o preço ficasse "muito baixo". "Vários dos produtores diminuíram a sua plantação, fugiram (do tomate) plantando outros produtos".

 

O ministro ressaltou a safra recorde de 184 milhões de toneladas e sustentou que as chuvas de março e abril diminuíram as plantações dos hortifrutigranjeiros. "Mas agora na segunda quinzena de abril há uma previsão de estiagem e os preços começam a se acomodar, cair para um patamar aceitável pela população".

 

 

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