Toledo fica em silêncio durante depoimento para PF no DF

Defesa de envolvido no escândalo no DF impetrou habeas corpus para ele não ser obrigado a falar com a polícia

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2010 | 11h35

O policial civil aposentado Marcelo Toledo, acusado de envolvimento no suposto esquema do mensalão do Distrito Federal, esteve nesta terça-feira, 19, na Superintendência da Polícia Federal, para prestar depoimento. Durante 15 minutos, no encontro com o delegado Alfredo Junqueira, Toledo usou a prerrogativa dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de não fazer declarações, mas deverá voltar para depoimento, em 30 dias, segundo seu advogado Raul Livino, que o acompanhou.

 

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Na segunda-feira, 18, Toledo conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de não ser preso durante o depoimento, e de permanecer calado diante de perguntas que possam incriminá-lo.

 

A defesa não descarta a possibilidade de Toledo conseguir o benefício da delação premiada, em que poderia ter sua eventual pena reduzida. Raul Livino diz que, embora ainda não tenha tido acesso às peças do inquérito, entende que a situação de Marcelo Toledo é intermediária entre investigado e declarante.

 

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, considerou que Toledo foi chamado a depor por ter sido acusado pelo autor das denúncias do esquema, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, o que justifica um possível constrangimento. Toledo é acusado de ser um dos arrecadadores de propinas junto a empresas prestadoras de serviço ao governo do Distrito Federal (GDF) para alimentar o suposto esquema de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM".

 

No pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Toledo alegou - com base em transcrições de depoimentos do delator do esquema, Durval Barbosa - que, embora ele tenha sido intimado a prestar depoimento na condição de testemunha (ou declarante), como consta do mandado, informações extraídas do inquérito do Superior Tribunal de Justiça fazem concluir que se trata de um investigado. Segundo Durval Barbosa, Toledo recolhia dinheiro das empresas e era o portador das quantias destinadas ao vice-governador Paulo Octávio.

 

Com informações do STF e da Agência Brasil

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