André Dusek/AE
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Toffoli vota em menos de um minuto para absolver Dirceu e mais 12 réus

Ministro acompanhou Lewandowski e isentou todos os acusados do crime de formação de quadrilha

Eduardo Bresciani, da Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 16h35

BRASÍLIA - O ministro José Antonio Dias Toffoli votou em menos de um minuto para absolver o seu ex-chefe na Casa Civil, o ex-ministro José Dirceu, e mais 12 réus acusados de formação de quadrilha no processo do mensalão. Toffoli disse trazer um voto escrito, pediu a juntada ao processo e manifestou-se pela improcedência, em tempo recorde no processo.

 

Esta é a segunda vez que Toffoli vota para absolver Dirceu. Antes, ele já tinha livrado o ex-chefe da acusação de corrupção ativa, mas o ex-ministro acabou condenado por oito dos dez ministros. Naquela ocasião, o ministro destacou que Dirceu estaria sendo acusado apenas por ocupar a chefia da Casa Civil na época dos fatos.

 

A participação do ministro Toffoli foi questionada antes do julgamento. Além do trabalho direto com Dirceu na Casa Civil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi advogado do PT quando o réu número 1 do mensalão presidia o partido.

 

Gerou questionamento também o fato de sua namorada, Roberta Rangel, ter advogado para dois outros réus, os ex-deputados Professor Luizinho e Paulo Rocha, ambos petistas. Toffoli ignorou qualquer impedimento e participou normalmente do processo. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não pediu sua suspeição e justificou que isso poderia atrasar o julgamento. 

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