Toffoli toma posse no STF com Lula e Sarney na platéia

Também participaram da cerimônia Dilma, Serra e o juiz que censurou o 'Estado', Dácio Vieira

estadao.com.br,

23 Outubro 2009 | 18h21

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe beijo do irmão do novo minstro, no STF  

 

BRASÍLIA - Ex-advogado do PT, José Antonio Dias Toffoli, de 41 anos, tomou posse nesta sexta-feira, 23, como o oitavo ministro indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF). O público que assistiu à cerimônia foi bastante eclético, e sofreu com um apagão que derrubou a energia na Esplanada dos Ministérios.

 

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Além de Lula e outras autoridades, estiveram no STF os presidenciáveis Dilma Rousseff (ministra da Casa Civil) e José Serra (governador de São Paulo), o deputado federal Paulo Maluf, o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e o desembargador Dácio Vieira, que em julho censurou o jornal O Estado de S.Paulo.

 

Os governadores Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), Paulo Hartung (Espírito Santo) e Jaques Wagner (Bahia) também participaram da cerimônia.

 

Ministro mais novo a tomar posse no Supremo desde 1988 e um dos mais novos da história do tribunal, Toffoli ocupará a vaga aberta com a morte em 1º de setembro de Carlos Alberto Menezes Direito, vítima de um câncer no pâncreas. Em uma breve entrevista após posse, o ministro prometeu "trabalhar com parâmetro da Constituição e sempre em defesa da vida, da liberdade e do patrimônio". "A vida de magistrado é uma vida voltada à nação brasileira, ao serviço público, ao povo brasileiro, tendo em conta a função da Corte Suprema, que é guarda da Constituição", disse.

 

Em uma cerimônia que durou cerca de dez minutos, seguindo o protocolo, Lula sentou-se ao lado do presidente do STF, Gilmar Mendes. Nesta semana, Mendes comentou as recentes viagens de Lula com Dilma Rousseff e disse que eles antecipam a campanha eleitoral. "Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que isso é uma fiscalização de obras", afirmou Mendes na ocasião.

 

Como ministro do STF, Toffoli terá o seu primeiro desafio quando o tribunal voltar a julgar o pedido de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti. O julgamento foi iniciado em setembro, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello. A expectativa é de que a maioria dos ministros autorize a extradição. Toffoli disse a pessoas próximas que não participará do julgamento, mas integrantes no governo esperam que ele mude de ideia, decida votar e com isso mude o resultado do caso em favor da permanência do ex-ativista italiano.

 

De acordo com informações divulgadas pelo STF, cerca de mil convidados assistiram à solenidade.

 

Apagão

 

Mais do que toda a polêmica que marcou o processo de indicação e aprovação do nome de Toffoli como ministro da Suprema Corte, a cerimônia foi marcada pelo desconforto gerado pela falta de energia no prédio do STF. A Esplanada dos Ministérios ficou sem energia porque um gerador da Companhia Energética de Brasília (CEB) estourou. Os funcionários do STF correram para acionar o gerador do próprio tribunal.

 

Logo que acionado, uma nuvem de fumaça preta assustou os seguranças do tribunal. A energia de emergência foi suficiente apenas para acender as luzes e o sistema de som do plenário. O ar condicionado do plenário e o elevador usado pelos ministros ficaram sem funcionar.

 

Duas portas do tribunal foram abertas, mas o calor incomodou convidados e o dono da festa, que se valeu de um lenço para secar seu suor durante os 10 minutos de sessão. A maquiagem de muitas convidadas derreteu.

 

Após receber os cumprimentos, Toffoli teve de atravessar a rua a pé até o carro que o levaria para uma recepção em uma casa de festa em Brasília. As despesas do coquetel serão pagas pelas associações das carreiras da Advocacia Pública, da Magistratura, do Ministério Público e das Polícias Judiciárias. Ele saiu antes das 19 horas, horário previsto para o gerador parar de funcionar.

 

Com informações do STF e de Mariângela Gallucci

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