Nelson Jr. / STF
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Toffoli reclama de ‘falta de coordenação’ no País em meio à pandemia da covid-19

‘Estamos há dois meses sem perspectiva, essa é a verdade’, diz presidente do STF em videoconferência com líderes sindicais

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2020 | 18h50

BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou, nesta terça-feira, 19, que “falta coordenação” no País durante a pandemia do novo coronavírus. Ele também reclamou da ausência de medidas que “deem tranquilidade” à população desde o início da crise. “Nós estamos há dois meses sem perspectiva, essa é a verdade”, disse Toffoli durante videoconferência com líderes sindicais para debater a situação dos trabalhadores diante os efeitos da covid-19.

Em resposta a demandas como a necessidade de protocolos de segurança para a retomada do sistema produtivo, Toffoli afirmou que o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, “pode contribuir mais”. Segundo ele, o ministério “deve ser acionado pelas centrais”. O presidente da Corte enfatizou que a Economia acumulou pastas importantes no governo Jair Bolsonaro como Trabalho, Previdência e Indústria e Comércio.

“Falta coordenação, falta orientação, faltam medidas que nos deem tranquilidade. Estou convicto de que a sociedade, tendo os sindicatos como representantes dos trabalhadores, deve apresentar uma proposta”, disse Toffoli aos líderes sindicais. A demanda por um encontro das centrais sindicais com Toffoli ganhou força após a reunião do presidente do STF com representantes das indústrias. No início do mês, o encontro promovido de forma improvisada pelo presidente Jair Bolsonaro para fazer pressão contra medidas restritivas impostas nos Estados.

Participaram da videoconferência com Toffoli representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical, da União Geral de Trabalhadores (UGT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), da Central dos sindicatos Brasileiros (CSB), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

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