Toffoli é o mais cotado para vaga no Supremo

O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, disparou na corrida pela vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a morte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Passou da condição de possível candidato para a de provável escolhido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E a escolha pode ser feita já na próxima semana, antes das seguidas viagens internacionais que estão na agenda do presidente - Estados Unidos, Venezuela, Dinamarca, Bélgica e Suécia.

AE, Agencia Estado

12 de setembro de 2009 | 08h21

De acordo com pessoas próximas ao presidente, Toffoli sempre foi dado como candidato certo para o Supremo e seria indicado por Lula até o final de seu mandato. Ele era cotado para a vaga da ministra Ellen Gracie, caso ela fosse vitoriosa na disputa por uma vaga na Organização Mundial do Comércio (OMC), ou seria o substituto de Eros Grau, que também é da cota pessoal do presidente e se aposentará em 2010, quando completará 70 anos.

No STF, a candidatura de Toffoli sempre enfrentou resistências. Primeiro por ter ligação estreita com o PT e com o ex-ministro José Dirceu. Depois por ser considerado por alguns ministros como muito novo e inexperiente para o cargo. Se confirmada a indicação, Toffoli entrará no tribunal com 41 anos. Dos atuais ministros, será o mais novo a entrar no tribunal: Celso de Mello e Marco Aurélio foram escolhidos quando tinham 43 anos. Mas não será o mais novo a ocupar uma vaga de ministro do STF: em 1901, Alberto Torres foi indicado quando tinha 35 anos, a idade mínima para ocupar o cargo.

Toffoli foi assessor parlamentar da liderança do PT na Câmara até 2000, defendeu Lula nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil de 2003 a 2005, quando Dirceu era ministro, e chegou à AGU em março de 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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