Todos dizem que finalidade é captar recursos e assimilar experiências

Todos os governadores que fizeram missões oficiais em 2007 ao exterior foram unânimes em dizer que as viagens têm por finalidade assimilar experiências bem-sucedidas pelo mundo e divulgar e atrair investimentos para o Estado. Vice-líder no ranking dos chefes dos Estados que mais viajaram, Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, diz ser "adepto da teoria do ?governante mascate? do presidente Lula". Blairo Maggi (PR), de Mato Grosso, ressaltou as negociações com o Banco Mundial para obtenção de financiamentos para a construção de rodovias e um estudo para a implantação de usinas na produção de etanol por um grupo de empresários americanos. Eduardo Braga (PMDB), do Amazonas, justificou as incursões pelo mundo pela defesa da Amazônia em fóruns e encontros mundiais. Quanto ao desenvolvimento econômico, informou que na visita ao Japão ouviu da Sony que a capacidade de produção vai dobrar até 2010, gerando mais de 3 mil vagas. O governador de Pernambuco, Eduardo Braga (PSB), destacou como conquistas de suas viagens o compromisso de investimento de US$ 100 milhões de duas empresas japonesas para a implantação da primeira indústria têxtil do pólo petroquímico do Estado. O baiano Jaques Wagner (PT) disse que sua preocupação é a geração de empregos. "A maior tarefa de um governo, a melhor política social é a geração de emprego, porque é a forma de as pessoas terem vida mais digna." Entre os resultados das missões comerciais no ano passado, citou o contrato com dez usinas de álcool da China que irão se instalar no Estado, além de uma mineradora e uma siderúrgica. Aécio Neves (PSDB), de Minas, informou que em suas jornadas nos Estados Unidos conseguiu um empréstimo de US$ 400 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para investimentos em energia elétrica. Também aprovou no Banco Mundial financiamento de R$ 2 bilhões para programas prioritários do Estado.No Paraná, Roberto Requião (PMDB) disse que conseguiu ampliar as exportações para Argentina e Venezuela. No caso da Argentina, elas aumentaram de US$ 508 milhões para US$ 666 milhões nos primeiros nove meses de 2007. "Podemos dizer que inauguramos uma relação de alto nível com duas das principais agências de fomento que travam relação com o Brasil", comentou Marcelo Déda (PT), de Sergipe. Os demais justificaram que suas missões oficiais atenderam aos projetos de desenvolvimento de seus Estados.

Entrevista com

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.