Todos correm atrás de apoio do PMDB

Com mais deputados, partido pode até dobrar tempo de aliado na TV

Carlos Marchi, O Estadao de S.Paulo

22 de março de 2008 | 00h00

Se construir uma aliança com os dois partidos mais notórios da base de apoio do governo federal (o PMDB e o PR), o candidato do PT - provavelmente a ministra Marta Suplicy - terá quase 9 minutos de tempo de televisão e rádio na campanha para a Prefeitura de São Paulo, num cenário com 10 possíveis candidatos.Nesse mesmo contexto, os candidatos Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB) teriam, sozinhos, 3 minutos e 20 segundos cada um. O PMDB é o partido mais cortejado para alianças, porque elegeu o maior número de deputados federais em 2006, base do cálculo para distribuir o tempo de TV e rádio. Dois terços dos 30 minutos diários dedicados à campanha são rateados proporcionalmente ao número de deputados eleitos pelos partidos e um terço é dividido igualitariamente entre os candidatos. O papel do PMDB é tão vital que, se o atual prefeito Gilberto Kassab conseguir capturar a aliança com ele, seu tempo pularia para quase 7 minutos - e o mesmo aconteceria com Alckmin. Mas os candidatos terão mais do que o tempo de seus programas corridos de TV e rádio: cada um disporá, ainda, de comerciais de 60, 30 ou 15 segundos, que irão ao ar nos dias de programas para cargos majoritários, três vezes por semana.Outro aspecto que vai marcar a eleição municipal em São Paulo é que 21 partidos elegeram deputados federais em 2006, o que obriga a que seus eventuais candidatos sejam convidados para os debates eleitorais.

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