Toda de preto, Marina Silva é a musa do protesto contra MP da soja

Vestida toda de preto, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, desceu de seu gabinete no início da tarde, para participar de um ato feito em sua solidariedade organizado pela Liga Campesina, depois da edição da MP sobre os transgênicos. Os cerca de 250 participantes do movimento formaram um cordão que contornou o prédio do ministério, entregaram um buquê de flores para a ministra e cantaram o Hino Nacional. Marina afirmou que a sua saída do ministério, depois da edição da MP, é uma ?questão que não está posta.? ?Vou continuar trabalhando dentro do governo para uma missão para a qual fui convocada, que é desenvolver uma política ambiental integrada para o País. Este é o meu objetivo, é isso que quero alcançar.? Marina afirmou que, dentro das contribuições do ministério à MP, algumas questões ambientais importantes foram incluídas. Entre elas, disse, está o dispositivo que prevê que todas as áreas estratégicas para a preservação da biodiversidade fiquem fora de qualquer plantio de soja geneticamente modificada. ?O Ministério do Meio Ambiente está trabalhando o tempo todo para que a legislação ambiental seja mantida e vamos continuar lutando para que, na lei que vai ser encaminhada ao Congresso, todos avanços da Constituição Federal sejam preservados?, disse.Marina disse não ter condições de fazer uma avaliação sobre a constitucionalidade da medida provisória. ?Mas tenho certeza de que a área jurídica deve ter segurança sobre o instrumento usado.? A ministra, quando questionada se sentia derrotada com a publicação da MP, respondeu: ?Aprendi com o velho Chico Mendes a fazer muitos embates.? Durante o ato de solidariedade, funcionários do ministério jogaram balões brancos e verdes, além de balas. Depois da manifestação, integrantes da Liga Campesina foram até o prédio do Ministério da Agricultura, a que se referiram de ?escritório da Monsanto?. A Monsanto é a empresa detentora da patente para o uso de sementes de soja geneticamente modificada.

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