TJ processa ex-deputados que exigiram propina de governador

Nove apareceram em programa de TV exigindo propina de Ivo Cassol (PPS) , em troca de apoio

Nilton Salina, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 15h09

O presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Péricles Moreira Chagas, afirmou na última segunda-feira que agora os oito ex-deputados estaduais denunciados pelo Ministério Público do Estado serão interrogados e terão direito a defesa prévia.   A abertura do processo contra o deputado Kaká Mendonça (PTB) dependerá de autorização da Assembléia. Os nove apareceram em abril de 2005 no programa Fantástico, da TV Globo, exigindo propina do governador Ivo Cassol (PPS) em troca de apoio.   O TJ recebeu na última segunda-feira a denúncia do MP contra Carlão de Oliveira (PSL), Kaká Mendonça (PTB), Haroldo Santos (PR), Amarildo de Almeida (PDT), Ronilton Capixaba (PL), Hellen Ruth (PR), Emílio Paulista (sem partido), João da Muleta (PMDB) e Daniel Nery (PMDB).   Também foi denunciado o ex-assessor da Assembléia, Móisés de Oliveira, irmão do ex-presidente acusado de comprar a eleição para a Mesa Diretora pagando R$ 200 mil para cada deputado.   O deputado, os oito ex-deputados e o assessor foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção ativa e concussão, crime envolvendo funcionário público.   Apenas cinco dos 24 deputados da legislatura anterior foram reeleitos. De fevereiro até agora a economia na Assembléia Legislativa é de R$ 15 milhões.   A maior redução de gastos está na folha de pagamento. Dos mil funcionários comissionados, permanecem cerca de 80.   O presidente, Neodi Carlos (PSDC), de 50 anos, disse que a palavra de ordem é moralização. "Alguns deputados pressionam e ainda fazem besteira, mas é por conta deles. A forma de administrar a Assembléia mudou bastante", afirmou.

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