TJ-MS: prefeito de Dourados permanece na prisão

A situação do prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi (sem-partido), é "muito comprometedora" e por esse motivo continuará preso em Campo Grande. Essa foi a decisão adotada hoje por todos os desembargadores do Tribunal de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). O advogado de defesa do prefeito, Carlos Marques, esperava a liberdade de seu cliente, mas saiu do TJ-MS sem falar com os jornalistas.

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

19 de outubro de 2010 | 19h06

Artuzi está preso em uma delegacia da Polícia Civil desde o dia 1º do mês passado, quando foi preso pela Polícia Federal (PF) na casa onde mora, em Dourados. Ele é acusado de ser o chefe de um grupo de políticos, empresários e funcionários municipais envolvidos em golpes contra a prefeitura avaliados até agora em R$ 45 milhões e praticados nos últimos 15 meses.

Segundo o desembargador do TJ-MS, Manoel Mendes, relator do pedido de habeas corpus, "a prisão de Ari Artuzi deve ser mantida para preservar a ordem em Dourados". O magistrado alegou o registro de atos violentos resultantes do comportamento do prefeito, entre esses manifestações públicas que provocaram prejuízos. Em um desses as portas e vidros da Câmara Municipal foram quebrados. "Houve inclusive depredação na própria residência do prefeito. Não há fato novo que possa revogar a prisão", disse.

Provas revelam ordem do prefeito para a compra de cocaína no Paraguai para prejudicar uma testemunha, e esse fato teria pesado na decisão do TJ-MS. A ideia, comentada pelo prefeito com o assessor especial, Cláudio Gaiofato, era esconder a droga na casa da testemunha para que ela fosse acusada por crime de narcotráfico. Na ocasião, Artuzi também revelou a intenção de matar um empresário envolvido no esquema de corrupção, mas que testemunhou contra o prefeito.

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