TJ decreta prisão preventiva de Klinger e Ronan

A 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decretou nesta terça-feira a prisão preventiva do vereador Klinger Luiz de Oliveira Sousa (PT) e de outros cinco acusados em suposto esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. No entanto, a execução da ordem foi suspensa porque os desembargadores, por maioria de votos, a condicionaram a um novo julgamento, que poderá ocorrer apenas daqui a 3 meses. A prisão do grupo de Santo André já havia sido decidida por dois desembargadores - Segurado Braz e Oliveira Ribeiro. Na semana passada, eles acolheram recurso do Ministério Público, que pediu o encarceramento dos acusados atribuindo-lhes "elevada periculosidade" pois estariam coagindo vítimas e testemunhas. A promotoria requereu a prisão de Klinger e dos empresários Ronan Maria Pinto, Sérgio Gomes, Irineu Nicolino Martin Bianco, Humberto Tarcísio de Castro e Luiz Marcondes de Freitas Júnior. Faltava o voto do terceiro magistrado, Walter Guilherme, o que ocorreu na terça-feira. Ele rejeitou o pedido da promotoria, destacando que "as informações são incipientes para decretar a cautelar". Guilherme advertiu que "não há prova concreta" sobre ameaças. Após a votação, Segurado Braz - presidente da Câmara e relator do processo - insistiu para que fossem despachados imediatamente os mandados de prisão. "Há indícios de que os indivíduos (os acusados) reuniram-se em quadrilha para achacarem proprietários de empresas de ônibus, obrigando-os a entregar mensalmente vultosas quantias", alertou o desembargador. Ele sustentou que a propina era calculada "pelo número de ônibus" e lembrou que as vítimas eram forçadas a pagar "sob pena de represálias, contando com a força política do então secretário municipal, hoje vereador Klinger Sousa".

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