TJ confirma prisão de líder do MST no Pontal

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de liminar e confirmou o mandado de prisão preventiva de José Aparecido Maia, o Cido Maia, líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) no Pontal do Paranapanema. Maia, que divide com José Rainha o comando do movimento na região, teve a prisão preventiva decretada em primeira instância em abril, por liderar ao menos 15 invasões da fazenda São Luiz, em Presidente Bernardes. Ele havia recorrido ao TJ com pedido de liminar em habeas corpus.Durante as invasões, o grupo liderado por Maia teria depredado e furtado o patrimônio da propriedade. Por isso, o líder do MST responde a processo por formação de quadrilha, esbulho e furto qualificado. Com a nova decisão, ele passa a ser considerado foragido e pode ser preso a qualquer momento.O mandado de prisão preventiva foi confirmado após o Ministério Público obter provas de que Maia participou de invasões durante o Carnaval Vermelho. São fotos que o mostram comandando uma das invasões à propriedade. "As fotos foram feitas por um fotógrafo contratado pelo fazendeiro Carlos Frederico Machado Dias, dono da São Luiz", diz a advogado Daniele Cordeiro da Silva, que atuou como assistente de acusação. Ela explica que, antes disso, a Justiça tinha proibido Maia de permanecer a menos de 10 km da fazenda. Õ desembargador Carlos Biasotti, do Tribunal de Justiça, negou a liminar pedida em habeas corpus pelos advogados de Maia em 10 de julho, mas a decisão só foi divulgada esta semana. "Não queríamos que o caso fosse divulgado antes para não atrapalhar as buscas da polícia para prendê-lo", diz a advogada. A reportagem procurou durante toda a tarde os advogados de Maia, mas nenhum foi localizado.

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