TJ baiano desconhece autor de 'movimentação atípica'

Bahia estaria entre os Estados onde foram registradas grandes quantidades de operações feitas por magistrados

Tiago Décimo, de O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2012 | 15h34

SALVADOR - O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) diz desconhecer quem seria o magistrado ou servidor que teve movimentação financeira considerada "atípica" em 2008, de acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O caso baiano, junto com o de outras duas pessoas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), chamou a atenção pelo volume das movimentações suspeitas naquele ano, de R$ 116,5 milhões.

De acordo com a assessoria do TJ-BA, a Corregedoria Nacional de Justiça não comunicou ao órgão quem seria o responsável pelas transações, mas servidores do órgão acreditam que as movimentações flagradas pelo Coaf tenham relação com venda de sentenças.

Dados do Coaf mostram que 3.426 servidores do Judiciário e magistrados movimentaram, de forma suspeita, em torno de R$ 855,7 milhões de 2000 a 2010. As maiores operações em dinheiro vivo (no total de R$ 174,9 milhões) eram de pessoas ligadas aos TJs de São Paulo, Distrito Federal e Bahia. O relatório com esses dados integra a defesa apresentada nessa quinta-feira, 12, pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de derrubar a liminar que suspendeu as inspeções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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