Tirar CPMF do governo 'é uma temeridade', afirma Dilma

Ministra diz que fim do tributo irá comprometer 'inclusive o repasse do tributo aos Estados'

SANDRA HAHN, Agencia Estado

30 de novembro de 2007 | 19h52

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou nesta sexta-feira, 30, que "é uma temeridade tentar tirar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) do governo federal", pois isso irá comprometer inclusive o repasse de recursos do tributo aos Estados.  Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF  Oposição já contabiliza baixas e quer adiar votação da CPMF Viana acusa aliados de 'desatenção' com a CPMF Para Lula, não-aprovação da CPMF seria 'estupidez'Governo quer resolver sucessão de Renan antes de votar CPMFMantega afirma que Fazenda não tem plano B para a CPMF  A ministra recorreu ao exemplo dos Estados para fazer uma defesa veemente da renovação do tributo. "Você não vai achar um governador de Estado importante deste País que em sã consciência abra mão dos recursos que o governo federal transfere a título de CPMF", disse.Dilma reconheceu que a CPMF é um tributo "desagradável" porque impede qualquer forma de sonegação. Por isso, a ministra avaliou que o desconto "não é dos mais simpáticos". Ela considerou que há uma posição "bastante oportunista em alguns segmentos", sem especificar quais, que querem acabar justamente com o imposto cuja sonegação é mais difícil.Conforme Dilma, a renovação da CPMF não representa uma ameaça política aos adversários. "Aqueles que acham que dar a CPMF para nós é uma ameaça política, porque nós estamos bem e ficaremos melhores, estão equivocados, porque não estão entendendo que não é para nós que eles vão dar", afirmou.  "A CPMF é um tributo que beneficia a população brasileira", acrescentou, em entrevista após discursar no evento de comemoração do primeiro ano de operação comercial do Parque Eólico de Osório, no litoral norte gaúcho.

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