Tim Lopes e Janio de Freitas serão homenageados em congresso da Abraji

Evento será de 12 a 14 de julho em São Paulo; jornalistas do ‘Estado’ estão entre os palestrantes

estadão.com.br,

09 de julho de 2012 | 17h40

Tim Lopes e Janio de Freitas serão os jornalistas homenageados na 7ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

 

Este ano marca os 10 anos do trágico assassinado do jornalista Tim Lopes. Outra data é o aniversário de 80 anos - sendo 59 deles dedicados intensamente ao jornalismo - de Janio de Freitas.

 

Programação

 

A homenagem a Tim Lopes e Janio de Freitas será aberta ao público. O evento acontece no dia 13 de julho, sexta-feira, às 11h no auditório do campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi (rua Casa do Ator, 275), na capital São Paulo.

 

Já os interessados em participar das outras atividades do 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo devem se inscrever até 6 de julho (sexta-feira) no site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o www.abraji.org.br. O congresso será entre 12 e 14 de julho.

 

Jornalistas do Estado contarão suas experiências de cobertura investigativa na programação de palestras e debates do congresso. São eles: Adriana Carranca, Bruno Lupion, David Friedlander, Fernando Gallo, José Paulo Kupfer, Leandro Modé, Leonêncio Nossa, Lourival Sant´Anna, Luis Fernando Bovo, Marcelo Beraba, Marcelo Godoy, Margot Pavan, Marta Salomon e Ubiratan Brasil.

 

Tim Lopes

 

Com uma câmera oculta, Tim Lopes saiu para fazer uma reportagem em um baile funk na favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, em 2 de junho de 2002. O jornalista investigava uma denúncia sobre exploração sexual de jovens pelo tráfico. Reconhecido por traficantes, Tim Lopes foi torturado e assassinado.

 

Desde dezembro daquele ano, a Abraji começou a promover o aperfeiçoamento profissional sobre investigação jornalística.

 

Janio de Freitas

 

Janio de Freitas, que completa 80 anos de vida, também será homenageado pela Abraji. Ele começou sua carreira aos 21 anos, como desenhista na Revista do Diário Carioca, em 1953. Passou pelos cargos de diagramador, repórter, fotógrafo e redator-chefe, os dois últimos na Manchete. Trabalhou também no Jornal do Brasil, onde foi responsável por inovações de forma e conteúdo que moldaram o jornalismo feito no Brasil a partir dos anos 1960.

 

Na Folha de S. Paulo, começou como colunista político em 1983. É dele o furo da comprovação da fraude na concorrência da ferrovia Norte-Sul, que percorreria 1.600 quilômetros de Goiás ao Maranhão. Orçada em US$ 2,4 bilhões, era um dos principais projetos do governo José Sarney. A denúncia provocou a anulação da concorrência e o adiamento das obras da ferrovia. Com a reportagem, venceu cinco prêmios de jornalismo, entre eles, o Esso.

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